domingo, 7 de março de 2010

Meu sonho era ser um BBB

Sim. Meu sonho era ser um BBB. Eu confesso. Juro. Até de pés juntos. Vocês já pararam pra ver a vida deles? É demais. Viver naquele mundo deve ser ótimo. Vê. É meio como um sonho infantil. Voltar a ser criança, só que melhor. Uma criança rica, em uma casa luxuosa, de férias! Para isso, só falta um Playstation.

Aquilo tudo é um jogo perfeito. Um jogo inaceitavelmente irreal pra um adulto que se preze. Viver de graça em um hotel cinco estrelas, com piscina – sim, porque se não tiver piscina, não é cinco estrelas -. Não fazer supermercado – é abrir a geladeira e ‘tcharaaam!’, tá lá! -. Meu, é irracionalmente perfeito. Vê. É não trabalhar, mas a todo momento estar à mercê de ganhar um carro! E, só ser alguém legal, que você ganha uma bolada. É meio que pegar um adulto estúpido e colocá-lo pra morar na casa de pais ricos e tolerantes ao extremo, que lhe prometam um carro de prêmio se não reprovar de ano, e a herança inteira se ele chegar a se formar.



Mas é aí que tá. Acho que esse jogo só funciona - digo, só dá audiência - com os tais estúpidos. Colocar alguém com cabeça, que possa sistematizar o jogo é como jogar vários ratos dentro de uma caixa de vidro e botar uma cobra lá dentro. É mais legal pro público ver os pobres se matando entre si por um pedaço de queijo. E a Globo é a Globo, ora. Ela sabe.

Eu nunca me inscrevi. Não que eu ache que não seria escolhido, claro – disso eu tenho é certeza -, mas o que me fez não tentar meus quinze minutos de fama foi medo. MEDO. Isso mesmo: me-do. O Big Brother te dá três meses de vida boa, um carro, alguns milhares, algumas mulheres (quem sabe?), mas ele tem um efeito colateral: a fama. Não a fama de celebridade, mas a fama de ex-BBB.

A fama de ex-BBB é maldita (sem qualquer relação com o blog, pelo amor de Deus!). Ela é uma sub-fama. Não é aquela que te garante dar autógrafos pelo resto da vida, mas muita gente mataria para ter. Com um mês de saída do BBB, você consegue um ensaio no Paparazzo, uma aparição no Faustão, talvez algumas capas de revista, e, se for de Teresina, um desfile aberto no carro do Corpo de Bombeiros. Mas com um ano de saída, não te garanto nem que os bombeiros correrão pra salvar sua casa em caso de um incêndio.

É a fama, não a boa, mas a de estúpido. Creio agora que concordaria comigo meu amigo Afonso Rodrigues. Uma rápida análise da participação no BBB não traz mais benefícios que prejuízos. Não importa se alguém for doutor em Jornalismo, ou um médico com mil cirurgias realizadas, ou técnico da NASA, ninguém sério o dará mais crédito nessa vida. Antes de tudo, ele será sempre um ex-BBB. E vocês sabem o sinônimo de tal.

No mais, o programa ainda é um sonho. Mesmo. O que, necessariamente, não o torna algo que possa me prender em frente à tevê. Mas espero, sinceramente, que, em algum dia, depois que tudo tiver dado errado na minha vida, eu supere meu medo, e me inscreva. Quem sabe.

Ah, a imagem é, sim, do Kibeloco.
;)

1 Leituras:

Afonso disse...

HAHAHAHAHAH Concordo mesmo, e é por isso que ainda sigo estudando para não virar ex-BBB.

Também acho incrível filho que ganha carro porque passou de ano, aqui em casa nem parabéns eu levava, o que pra mim era normal, porque eu estava fazendo mesmo a minha obrigação.

"SMART BOY" = piada pronta.

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